quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vem depressa!
Urge o tempo!
Que ansiedade! Não desaceleres, não te deixes abrandar! Por favor! Vem! Com as faltas e os excessos! Chegou a hora! Tráz-te inteiro!
Contrafeito e ilegal, acre perigo, vem em bebandada que cá te espero. Vem falhado e fracassado, vem de peito cheio, vem sujo e vem marcado. Vem de cicatriz, que não há pele que reluza mais que a que sangrou e singrou.
Vem que grito e ardo em fúria, vem que és a voz que falta a este hino. E rasgamos, de garganta armada, a timidez crassa que influi da manipulação de pulso fraco. Vem que somos de raça brava, imortais, nascemos de manifesto alçado!
Ah!
Urge o tempo!

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