terça-feira, 13 de fevereiro de 2018


Um, dois, três,
Começamos outra vez.
Não te quero falhar, por isso forço, e a esforço, frágil e frívola, arrisco o fracasso na sede de fruir.
Não te quero criar, mas cais-me num credo, começas e recomeças, não te cessas, não te conheces senão cerrado em castros, e criança minha que fosse, em mim que vivesse, por causa e efeito, tua se faria, e à tua impetuosidade, tal qual eu, se sucumbiria.
Recomeçamos,
E não se cessa a sede, não se sustenta a subserviência,
Cada um a sofrer da sua doença,
Cada qual cego na luz do mestre.
Satisfaço-te nos meus acessos de existencialismo insignificantes? Apraz-te a reflexão idealizada?
É por índole vigorosa que te volúpias, no que, de vendada, só sei cismar?
Folgo-te a majestosidade tanto quanto te folgo a indecência, tanto quanto te brado a decadência, tanto quanto, a quanto nem sei mensurar.
Havemos de recomeçar, num outro acaso, onde o zero também conte, e as ditas que rasgo, se fendam a tão fundo, que raiz tua não toque ou anteveja. Havemos de recomeçar, quando for capaz de competir e ferir.
Não te quero criar, mas não te logres em moldes teus, que terás construção minha.

1 comentário:

  1. Parece a construção de um homem perfeito. Em que pensavas quando escreves-te?

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